Economia, sustentabilidade e cultura digital.
Proposta de participação da rede de Cultura Digital no 9 Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros - GO 2009
Antônia Lopes de Oliveira
Morei também em Brasília 20 anos. Hoje onde eu moro não tem nem energia elétrica na fazenda Recife em Alto Paraíso. Realizo oficinas. Atualmente desenvolvo ministrando 26 técnicas. Só trabalho com matéria-prima do Cerrado. Desde meus 6 anos de idade iniciei no artesanato, estou com 76 anos. Nos meus 70 de artesanato aprendi a utilizar muitas matérias naturais encontrados no Cerrado. Capim, eu conheço o: Sempre Verde, Colonhão, Guiné, Mambaça e o Tanzio, todos da mesma família. O que varia em cada Capim é o modo de cortar e na aplicação''. Utilizo várias matérias, vou dizer os nomes: Palha de Buriti secado, que é extraído. Tudo que utilizo é extraído de forma manual, respeitando a natureza. Pra fazer os bichinhos da Natureza utilizo:CCasca de Barú, Mirindiba conhecida como Pau Pilão, sementes de Cabeça Doce, Ziera ou Bolsa de Pastor ou saco de Bode.
Para fazer os peixes uso as folhas da Indanha. As Flores são feitas de Carne de Vaca. As bonecas eu uso Palha, Sabugo de Milho e o cabelo de outro tipo de milho. Eu conheço uns cinco tipos de Milho: Gigante 3T, Branco, Rosa, Bege e o Dourado. Vejo meu trabalho como uma terapia que ensina a zelar pela natureza. Gero minha renda com pequenos custos de investimentos. Tudo que faço é com muita dedicação e persistência.
Ex-cabelereira, nascida em Ponte Alta, Tocantins. Atua como artesã há 06 anos.
Faço de tudo: bijuterias ( pulseiras, brincos,colares,anéis e braceletes) bolsas, mandalas.
O capim Dourado virou a fonte de renda de toda a familia.
Na época em várias pessoas começaram a fazer arte com a palha eu me interessei também. Aprendi com a mulher que alugava uma sala onde eu tinha meu salão de beleza. Analia me ensinou o básico, como dobrar e costurar aprendi sozinha.
O Capim é colhido no campo entre os meses de setembro e outubro. A artesã nos conta sobre o processo de criação: "Bom, primeiro ele é colhido e lavado, a gente põe uns 15 minutos de molho na água; depois iniciamos o moldaldo. O segredo é fechar o miolo logo no início, pra isso essa parte do capim deve estar bem umidecida, o restante podemos dorbrar sem molhar.Ai então podemos começar a costurar com cordão de seda de Buriti. É uma mercadoria que vende, basta ter um bom acabamento.
Nosso trabalho mudou muito desde que começamos. Nos adaptamos ao trabalho que geralmente era com peças grandes. Agora produzimos muitas peças pequenas. Estamos preparando uma nova coleção que vai ser lançada em breve. Procuramos sempre inovações, seja com oficinas ou coisa que a gente vai inventando."
Rober e Michele -
contato: pedradefogo@yahoo.com.br / micha_ogonzales@hotmail.com
Transmitem seus conhecimentos a várias pessoas pelos lugares onde andam, bastando apenas que a pessoa demonstre interesse em aprender.
endereço na web: www.iteia.org.br/autor/robersoares
Ajudei várias pessoas e foi aprendendo." A respeito do material usado no entalho na madeira, Edlanio conta: " para a minha arte na madeira utilizo Emburana. As madeiras que eu utilizo são certificadas ou encontradas caídas na natureza.
www.iteia.org.br/mestrenoza.
A participação de iniciativas em Inclusão Digital e Cultura Digital, no 9° Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, pretende servir de instrumento de afirmação e apoio aos diversos movimentos de culturas resistentes e tradicionais. Tais instrumentos são fundamentais para afirmar local e globalmente, através do registro e difusão, este acontecimento tão latente que é a interação de diversas redes culturais e étnicas neste Encontro.Assim, pretendemos contribuir com oficinas de registro e publicação em multi-midias, além da organização de debates sobre o tema de Cultura e Novas Tecnologias.
Site: http://www.encontrodeculturas.com.br/ Twitter: http://twitter.com/encontrocultura Flickr: http://www.flickr.com/photos/encontrodeculturas/
Paulo Sergio Medeiros Barbosa
Técnico de Instrução Continuada.
Ministério da Cultura - SSC
(51)85393876
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